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17/06/2010
As tradicionais “férias de agosto” do Senado americano estão chegando e o futuro da legislação climática continua nebuloso. Hoje, o líder majoritário Harry Reid, de Nevada, dedicou uma hora para uma “discussão ampla e sincera” sobre as propostas de revisão das políticas energéticas do país e do corte das emissões de GEE. Apesar de todos os esforços dos autores da lei, os senadores Kerry e Lieberman, para sintetizar a apresentação, ficaram conversando tanto tempo que precisaram marcar mais uma sessão de perguntas e respostas na semana que vem.
Sr. Reid comentou que “Hoje nós não vamos falar nada sobre o que teremos nesta legislação porque ainda estamos trabalhando nisso. Precisamos nos encontrar de novo porque reconhecemos que é um assunto muito importante. Ninguém fala não, todo mundo fala sim. A pergunta é como vamos avançar com isso “. (Lendo isso, sem querer lembrei do gato de Alice no Pais de Maravilhas ajudando a escolher caminho para a chegar no lugar que “não importa muito” com a famosa frase “oh, você com certeza vai chegar em algum lugar se caminhar bastante”). Sr. Reid insistiu que hoje não foi tomada nenhuma decisão de dar ou não continuidade na proposta da lei que inclui o preço das emissões de GEE.
Nem os resultados prévios da análise do potencial impacto econômico desta, lei divulgados esta semana pela Agência de Proteção de Meio Ambiente dos Estados Unidos (EPA), e que indicam que não haverá um grande impacto sobre as despesas familiares foram capazes de ajudar. Os números prevêem uma pequena redução dos custos de energia na próxima década e um aumento das despesas entre 79 e 146 dólares por ano até 2050.
A pesquisa assumiu também que o preço do carbono imposto pela lei através do cap-and-trade permaneceria relativamente modesto. As premissas foram de 16-17 dólares por allowance (permissão de emissão que corresponde a uma tonelada de CO2-equivalente) durante o primeiro ano (que seria 2013) chegando 23-24 dólares até 2020.
O senador Kerry, ao falar com os jornalistas, caracterizou a lei como uma “boa para o consumidor americano”. Ele também salientou que a pesquisa não considerou os benefícios econômicos de combate do aquecimento global e dos riscos conectados.
Em paralelo, mais um estudo está sendo elaborado pela Administração de Informação sobre Energia (Energy Information Administration). Como essa instituição é “mais distante” da administração Obama, dizem que ela tende a ser mais eficiente na conquista dos opositores do projeto.
Enquanto os senadores estão marcando mais uma “conversa” sobre a lei, o Presidente mantém entre suas prioridades o objetivo de precificar o carbono. Além de aparecer num vídeo de apóio a iniciativa do Kerry e Lieberman (http://www.youtube.com/watch?v=MEhkv0p435A), ele marcou uma reunião na Casa Branca com vários senadores para discutir como avançar com a proposta da lei. Agora só da para torcer que o Senado chegue no lugar certo…
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